Atitudes dos Enfermeiros Portugueses Face à Violência nos Contextos Clínicos
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Resumo
Enquadramento: O comportamento agressivo e a violência direcionados à equipa multidisciplinar em geral, e à enfermagem em particular, constitui uma realidade presente nos diferentes contextos de prestação de cuidados, podendo colocar em causa a segurança e a qualidade dos cuidados prestados. Desta forma, importa entender quais as atitudes dos enfermeiros portugueses face a episódios de violência que possam ocorrer. Objetivo: identificar as atitudes dos enfermeiros portugueses face à violência nos diversos contextos clínicos em Portugal e identificar a sua relação com os fatores sociodemográficos e profissionais. Método: Estudo de cariz quantitativo, descritivo-correlacional e transversal. Recorre a um questionário de autopreenchimento composto por três partes que inclui a aplicação do instrumento denominado Escala de Conotações Atitudinais da Agressão, numa amostra não probabilística por conveniência, de enfermeiros a exercer funções nos vários contextos clínicos em Portugal, com posterior análise de estatística descritiva e inferencial. Resultados: Amostra composta por 146 enfermeiros provenientes de diversas ULS de Portugal, 49,7 % por Enfermeiros dentro das várias especialidades e 51,3% por Enfermeiros não especialistas. Os Enfermeiros no geral consideram a violência como algo de teor negativo e que não deve ser tolerada. Os Enfermeiros Especialistas em Saúde Mental têm uma maior propensão a considerar a violência como algo negativo, intrusivo e obstrutivo ao cuidado relativamente a outras especialidades. Enfermeiros mais jovens veem a violência com uma conotação de comunicação ao contrário dos mais experientes que a têm como algo obstrutivo ao cuidado. A amostra considera que a forma como comunica, e a frustração de estar internado como fatores maiores para episódios de violência. Conclusão: Episódios de violência e comportamento agressivo continuam a ser vistos como impeditivos ao cuidado. Melhores políticas promotoras de ambientes mais seguros e uma formação mais incidente no cariz da violência devem ser tidas em conta e implementadas. Os enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica podem ajudar a mitigar esta situação através das suas competências relacionais e através do estabelecimento de programas de formação que capacitem outros a gerir estes fenómenos de forma terapêutica e positiva para o cuidado.
