Publicação: Eficácia da terapia a laser não ablativo na gestão do tecido cicatriciaL
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Escola Superior de Saúde Norte Cruz Vermelha Portuguesa
Resumo
Enquadramento: O tecido cicatricial representa o resultado do processo de cicatrização
essencial para a reparação e reconstrução de tecidos após lesões. Surge como resultado de
danos mecânicos, queimaduras, agentes químicos ou biológicos, doenças de pele de longa
duração e procedimentos cirúrgicos, sendo a sua prevalência significativa. Além das questões
estéticas e psicossociais, o tecido cicatricial, pode manifestar dor, prurido, perda ou
diminuição da sensibilidade e função ou amplitude de movimento, comprometendo o
desempenho de funções básicas e atividades de vida diária, representando uma ameaça à
qualidade de vida a longo prazo da pessoa, tornando-se assim no novo foco de atenção na
enfermagem perioperatória. Os lasers são o tratamento de primeira linha, apresentando
melhorias significativas na flexibilidade, textura, cor e aparência geral da cicatriz, sendo que
as pessoas sem acesso a estes podem não estar a receber o melhor tratamento disponível.
Objetivos: Avaliar a eficácia da terapia a laser não ablativo na gestão do tecido cicatricial.
Metodologia: Estudo pré pós intervenção com uma amostra não probabilística por
conveniência de pacientes pós-cirúrgicos. Um total de 20 participantes foram selecionados,
totalizando 43 tecidos cicatriciais. Os participantes foram avaliados usando a subescala OSAS PT pelo observador e a escala PSAS-PT pelo participante nos momentos pré-teste, pós
imediatos (pós-teste) e 15 dias após a sessão (follow-up). A terapia a laser não ablativo foi
realizada em dois momentos com um intervalo de 15 dias. Os dados foram analisados usando
estatística descritiva e inferencial com o software SPSS versão 29.
Resultados: A amostra é constituída por 20 participantes, 19(95%) do sexo feminino e 1(5%)
do sexo masculino (Mo3
=1). A idade média na amostra é de 36,70 anos (DP= 8,98), variando
entre 23 e 60 anos. A avaliação geral do tecido cicatricial nos três momentos mostra
evidencias com p <.001 no Teste de Friedman e de p <.001 no Teste de Wilcoxon com
correção de Bonferroni, permitindo rejeitar a H0 e aceitar a H1. Os resultados preliminares
indicaram uma melhoria significativa na sensação, aparência e funcionalidade das cicatrizes
e tecido cicatricial após a terapia a laser não ablativo.
Conclusões: Este estudo destaca a importância da avaliação adequada das cicatrizes com o
conhecimento técnico-científico do enfermeiro perioperatório e sugere que a terapia a laser
não ablativo pode ser uma abordagem eficaz na gestão do tecido cicatricial. Estes achados
têm o potencial de melhorar os cuidados prestados às pessoas e contribuir para o avanço da
avaliação e gestão do tecido cicatricial e da profissão de enfermagem.
