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Importância da datação por luminescência e por ressonância de spin eletrónico, para se compreenderem arquivos terrestres dos últimos 3 milhões de anos

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Os estudos de Geomorfologia, Geologia do Quaternário e Geoarqueologia exigem idades absolutas credíveis, para: se datarem com precisão eventos sedimentares; ajudar na correlação estratigráfica; quantificar processos sedimentares; bem como para se datarem elementos de património construído ou artefactos. A determinação por luminescência e por ressonância eletrónica de spin (ESR) permite saber o momento da última exposição à luz ou a forte aquecimento, de sedimentos ou rochas. Em alguns casos podem ser datados eventos com poucas décadas (por ex. por luminescência em sucessões eólicas) e em outros até mais de um milhão de anos (neste caso, só por ESR). Estes métodos baseiam-se na medição de uma Paleodose e da respetiva Taxa de Radiação Ambiental, sendo necessário que o material a datar não tenha significativa dose residual quando ocorreu o evento a datar. Os minerais usados como dosímetros são o quartzo e o feldspato-K, abundantes em rochas sedimentares. Doses residuais podem afetar idades do Holocénico, mas têm pouca relevância nas do Plistocénico, pois nestes a energia residual é, geralmente, muito pequena relativamente à acumulada. Sedimentos coluvionares, glaciários e fluviais apresentam uma maior tendência para terem maiores doses residuais do que os depositados em ambientes litorais ou eólicos, deles resultando idades sobrestimadas.

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