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Intervenção especializada de enfermagem no fim de vida em cuidados intensivos

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O presente relatório reflete o culminar do percurso efetuado no âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem na área de Especialização da Pessoa em situação Crítica na ESEL. É através do mesmo que descrevo a finalidade, objetivos e as atividades realizadas em contexto de estágio, que permitiram o desenvolvimento de competências comuns do enfermeiro especialista e de competências específicas do enfermeiro especialista em enfermagem em pessoa em situação crítica, com base na metodologia do trabalho de projeto. O estágio decorreu em contexto de unidade de cuidados intensivos, serviço de urgência e numa unidade de cuidados paliativos. Intervenção Especializada de Enfermagem no Fim de Vida, em Cuidados Intensivos, foi a área de intervenção elegida, para a concretização dos objetivos delineados. A pessoa em Fim de Vida em Cuidados Intensivos é uma constante realidade com que os enfermeiros se deparam, podendo ter alguma dificuldade em lidar com situações em que o doente entra num processo irreversível da sua doença. Vanderspank-wright et al. (2011) descrevem que os enfermeiros que prestam cuidados à PSC podem não estar preparados para providenciar, nestas unidades, cuidados aos doentes em fase terminal. Este facto pode comprometer a qualidade dos cuidados, a que as pessoas têm direito, nesta fase final das suas vidas. A transição do objetivo do cuidar curativo para o cuidar paliativo numa UCI, é um processo que requer dos enfermeiros conhecimentos e estratégias na sua implementação, com colaboração da restante equipa multidisciplinar (Cook & Rocker, 2014). As áreas de intervenção de enfermagem, que podem ter um impacto mais positivo na qualidade dos cuidados, principalmente no conforto da pessoa em fim de vida em CI, são o controlo sintomático, comunicação eficaz, relação terapêutica e suporte emocional à pessoa e família, relação e colaboração multidisciplinar. Princípios estes, que se podem alicerçar na filosofia dos cuidados paliativos, áreas que se podem coadjuvar mutuamente, tal como nos refere Coelho & Yankaskas (2017). O referencial Teórico do Conforto de Katharine Kolcaba (2003) norteou este percurso de desenvolvimento de competências em enfermagem.

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