Publicação: The case for Economic and Monetary Union : Europe and Portugal
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Instituto da Defesa Nacional
Resumo
Apesar das diferenças nas estruturas produtivas dos vários participantes
na moeda única, uma maior integração económica poderá reduzir a sua
vulnerabilidade a choques assimétricos. Por outro lado, embora a mobilidade
do trabalho seja baixa na Europa, os salários respondem rapidamente
aos movimentos de preços; nalguns países, como por exemplo em
Portugal, a elasticidade dos salários ao desemprego é elevada. Portugal
deve por isso reduzir as suas fraquezas estruturais na união monetária em
vez de ficar à espera de mais fundos estruturais, um fundo para transferências
automáticas ou ajustamentos cambiais.
No longo prazo o BCE só será democraticamente responsabilizável
uma responsabilização demasiadamente informal - o que acontece
quando as instituições não são à prova de renegociação - não garante
uma reforma duradoura. Para assegurar a independência da política
monetária do ciclo político-eleitoral garantindo a sua responsabilização
democrática, o Parlamento Europeu deve exercer o papel de "Principal"
da "Agência" BCE.
Como na maioria dos países da UE, o desafio da UEM para Portugal
funcionou como um mecanismo de estabilização económica e uma condição
necessária para outras reformas estruturais e para um desenvolvimento
sustentado. O objectivo da moeda única criou por outro lado o
consenso necessário para ultrapassar interesses específicos na prossecução do bem-estar económico e social. Esse consenso demorou muito
tempo a construir mas parece agora amadurecido no que respeita quer à
união monetária quer a todo o processo de integração europeia.
