Publicação: The europeanization of Portugal (1986-2006)
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Instituto da Defesa Nacional
Resumo
Este artigo tem por objectivo fazer uma análise crítica do
impacto da integração Europeia na política portuguesa.
Para isso, primeiro, faremos uma abordagem genérica da
situação político-social, para depois debater o conceito de
Europeização. Este ensaio examina quatro aspectos da
Europeização no contexto português: a reacção do Parlamento
nacional; o impacto dos fundos estruturais na administração
pública e na economia portuguesa; o papel das
presidências portuguesas da União Europeia em 1992 e
2000 e a Europeização da política externa portuguesa.
A Comissão Parlamentar dos Assuntos Europeus tem ganho
reputação nas últimas duas décadas. Apesar do Parlamento
ter um peso limitado no sistema político português,
a Comissão Parlamentar tornou-se uma importante fonte
de informação alternativa para a sociedade civil e para a
população em geral, no que respeita a assuntos europeus.
Os fundos estruturais da UE deram um importante contributo
para o melhoramento significativo das infraestruturas
nacionais, mas agora é necessário canalizá-los para a
reestruturação da economia portuguesa, sobretudo nas
áreas de investigação e desenvolvimento. As presidências
de 1992 e 2000 projectaram a posição internacional portuguesa,
levando ao histórico Conselho Extraordinário de
Março de 2000, onde se chegou às linhas do acordo da
Estratégia de Lisboa. Finalmente, a política externa portuguesa
tem sido uma força pró-activa, em conjunto com
outros estados-membros da União no apoio aos valores das
Nações Unidas. A independência de Timor Leste pode ser
considerada o maior sucesso de trinta e dois anos de
diplomacia democrática portuguesa.
Apesar de Portugal ter feito progressos políticos (no plano interno e externo), económicos e sociais desde a adesão à
UE em 1986, ainda há um longo caminho a percorrer para
atingir uma transformação completa do país.
