Publicação: Violência obstétrica no parto :
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Resumo
Este relatório integra o plano de estudos do Curso de Mestrado e Especialização em
Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa e,
expõe o percurso de aquisição de competências e conhecimentos adquiridos nos distintos
serviços por onde se passou, nomeadamente Serviços de Urgência de Obstetrícia/Ginecologia e
Bloco de Partos, Serviço de Grávidas, Serviço de Puerpério, Serviço de Ginecologia, Unidade de
Cuidados Intensivos Neonatais e Unidade de Cuidados na Comunidade.
A Violência Obstétrica, como um problema de Saúde Pública, deve ser uma temática
considerada no âmbito da formação dos Enfermeiros Especialistas Enfermagem de Saúde
Materna e Obstetrícia, sendo que estes desempenham um papel fulcral nos cuidados prestados às
mulheres. Neste sentido, elegeu-se o tema considerando-se a necessidade de propagação de
informação com base em evidência científica, direcionando-se especificamente para o momento
do parto.
Para a execução deste estudo, foi realizada uma Scoping Review recorrendo à plataforma
EBSCOHost (CINAHL Plus® With Full Text e MEDLINE With Full Text), tendo sido
selecionados oito artigos que respondiam à seguinte questão norteadora: “Qual a perceção do
enfermeiro obstetra, face à violência obstétrica, no parto?”. Relativamente ao processo
metodológico, optou-se pela pesquisa exploratória com abordagem mista, ou seja, qualitativa e
quantitativa, com o objetivo de compreender qual a perceção do Enfermeiro Obstetra sobre a
Violência Obstétrica no parto. Para a sua implementação elaborou-se um questionário
semiestruturado, aplicado nos 23 sujeitos selecionados.
Os resultados obtidos através da análise de narrativas reflexivas, permitiram concluir que
a maioria dos inquiridos compreendem o que representa a Violência Obstétrica e a forma como
esta se reflete nos cuidados prestados à parturiente. No entanto, referem que o seu recurso não
tem um caráter generalizado e/ou discriminatório, conscientes que os cuidados devem ser
acautelados no sentido de abolir determinadas práticas que não se fundamentam cientificamente
e/ou não tragam benefícios para a parturiente/casal/bebé, como é o caso da amniotomia, manobra
de Kristeller e toques vaginais dispensáveis. Evidenciam ainda, a necessidade de empoderamento
da própria mulher e dos profissionais de saúde que participam deste período gravídico-puerperal.
