Publicação: A Inteligência emocional e as estratégias de coping de cuidadores informais de pessoas idosas com demência
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Resumo
Com o envelhecimento da população e o aumento de doenças neurodegenerativas,
surge a preocupação de como cuidar dos idosos, assim pessoas mais próximas acabam por ter
um papel importante nas vidas dos idosos com dependência tornando-se cuidadores
informais. A estes cuidadores, são destinadas as maiores responsabilidades, acabando por
enfrentar outros problemas, tendo como consequências o seu bem-estar e nomeadamente a
sua sociabilidade. Sendo assim pertinente verificar de que forma a inteligência emocional e as
estratégias de coping podem contribuir para minimizar os efeitos mais negativos relacionados
com o decurso dos cuidados.
O presente estudo tem como objetivo geral compreender o efeito da inteligência
emocional e das estratégias de coping nas dificuldades na prestação de cuidados informais de
pessoas com demência.
A amostra é constituída por 65 cuidadores informais sobretudo por cuidadores do
sexo feminino (76,9%). Foi utilizado um questionário para recolha de dados constituído por
variáveis sociodemográficas, referentes aos cuidadores, pessoa dependente e cuidados. A
escala para avaliar as dificuldades na prestação de cuidados sentidas pelos cuidadores o
Careres Assessment of Difficulties Index (CADI), a escala para avaliar as estratégias de
coping utilizadas pelos cuidadores de idosos com demência Carers` Assessment of Managing
Index (CAMI) e a escala de avaliação da Inteligência Emocional de Rego e Fernandes.
Como principais resultados verificou-se que a idade do cuidador tem relação
significativa com as horas de lazer. A idade da pessoa com demência tem relação com os
anos que o cuidador presta cuidados, com o número de horas diárias que o cuidador presta
cuidados e com o tempo de diagnóstico. Foram ainda apresentadas relações significativas
entre a inteligência emocional com as horas de lazer dos cuidadores, e o tempo de diagnóstico
demencial. Constatou-se também que existe uma relação significativa entre as dificuldades na
prestação de cuidados e a inteligência emocional, e as estratégias de coping.
Conclui-se que a idade, a inteligência emocional e as estratégias de coping são
variáveis importantes a considerar em futuros estudos de apoio aos cuidadores da pessoa com
demência.
