Publicação: Estudo de microrganismos relacionados com infeções sexualmente transmissíveis, em contexto de crimes sexuais em Portugal - resultados preliminares
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Resumo
Os crimes de agressão sexual são considerados como uma das agressões que merecem especial atenção dentro dos sistemas de justiça e são amplamente condenados pelas sociedades em todo o mundo. Além do impacto associado a relações sexuais não consentidas, a agressão sexual pode ter outras consequências para as vítimas, destacando-se o contacto com agentes responsáveis por infeções sexualmente transmissíveis (ISTs). As vítimas de crimes sexuais constituem uma população importante para a investigação de ISTs, dada a exposição a contactos sexuais forçados e maioritariamente desprotegidos. A subnotificação de casos, diferenças de incidência entre as populações e lacunas no processo de deteção, levam a que existam poucos estudos sobre a prevalência de IST em vítimas de crimes sexuais. No entanto, um estudo conduzido por Sachs et al. (2022) refere que a tricomoníase (12%), a gonorreia (4%) e a clamidiose (2%) são as infeções mais prevalentes entre estas vítimas. O Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, recentemente, passou a disponibilizar a possibilidade de deteção laboratorial de microrganismos envolvidos nas ISTs mais comuns. Deste modo, o principal objetivo deste trabalho é o estudo dos microrganismos associados a ISTs em vítimas de crimes sexuais em Portugal, através de zaragatoas colhidas das vítimas de casos de agressão sexual para identificação do agressor. Este estudo reflete uma inovação e otimização na aplicação destas metodologias, dado que permitem o uso de uma amostra para identificar o agressor e em simultâneo detetar a presença de microrganismos relacionados com ISTs. Os resultados preliminares deste estudo, desde logo, já permitiram concluir que é possível detetar Trichomonas vaginalis e Chlamydia trachomatis em zaragatoas com amostra colhida e armazenada por um período superior a 2 anos. Neste alinhamento, estes microrganismos associados a tricomoníase e clamidiose já foram detetados em vítimas de crimes sexuais em estudos anteriores.
Descrição
Comunicação oral apresentada no 22º Congresso Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, Estoril, 17-19 de outubro de 2024
