Publicação: Métodos de determinação do stress oxidativo em seres vivos : estado da arte 2015
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Resumo
A determinação do stress oxidativo tem sido alvo de intensos estudos nos últimos anos, devido ao seu elevado potencial de impacto na saúde humana.
No presente trabalho realizou-se uma revisão bibliográfica sobre os principais métodos de medição do stress oxidativo em seres vivos entre 2010 e 2015.
De modo a situar o tema, descreveu-se inicialmente o conceito de stress oxidativo e as principais doenças associadas. A seguir apresentaram-se as principais espécies de radicais responsáveis por oxidação, os principais agentes antioxidantes, enzimáticos e não enzimáticos, e os principais biomarcadores de avaliação do stress oxidativo.
Em relação aos métodos analíticos, procedeu-se ao seu agrupamento de acordo com o analito em causa. No âmbito das espécies reativas de oxigénio (ROS) e azoto (RNS), apresentam-se as principais sondas fluorescentes e quimioluminescentes, nomeadamente lucigenina, hidroetidina (DHE) e MitoSOX, características da medição de radical superóxido, assim como as relativas à determinação do peróxido de hidrogénio, nomeadamente diclorofluoresceína (DCFH-DA), HyPer, boronato e Amplex red (AmR). Ainda no âmbito de ROS abordou-se a ressonância de spin electrónico (ESR), que se destaca por detetar os radicais livres envolvidos na auto-oxidação. A propósito de RNS, são comentadas a diaminofluoresceína (DAF2-DA) e a dihidrorodamina (DHR), como meios de determinação dos níveis de monóxido de azoto e peroxinitrito, respectivamente.
Relativamente aos biomarcadores, apresentam-se os métodos de análise dedicados à detecção dos F2-isoprostanos, hidroperóxidos de lípidos, e malondialdeído (MDA), associados à peroxidação lipídica, e aqueles referentes aos derivados hidroxilados da guanosina, utilizados na determinação do dano oxidativo no DNA e RNA. Os métodos cromatográficos, hifenados com espectroscopia de quimiluminescência, de fluorescência, e espectrometria de massa (MS/MS), além de detectores electroquímicos (ECD), são os mais frequentemente utilizados, juntamente com os imunoensaios enzimáticos (ELISA).
No que respeita aos antioxidantes, a diversidade de metodologias é mais evidente, embora prevaleçam os métodos por cromatografia líquida.
Descrição
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz
