Publicação: Perceção dos pilotos da Força Aérea para os comportamentos de risco no voo
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Resumo
O sector aeronáutico tem protagonizado uma acentuada evolução, com assinalável
redução na taxa de acidentes, continuando, ainda assim, a afigurar-se crucial o estudo
desta matéria, considerando que grande parte das causas dos acidentes estão relacionadas
com falha humana, como seja erro de perceção dos pilotos. Esta temática reveste-se de
extrema importância para a Força Aérea (FA) que, sintónica com a demais indústria
aeronáutica, encara esta problemática com grande seriedade, apostando na promoção
de uma cultura de segurança e na formação, de excelência, ministrada aos seus pilotos.
Pelo referido, foi objetivo deste estudo analisar a perceção de risco e o comportamento
de segurança em voo dos pilotos da FA, numa amostra de 103 oficiais pilotos aviadores
(53,7% do universo). Baseado numa metodologia de raciocínio dedutivo, alicerçada numa
estratégia de investigação quantitativa e num desenho de pesquisa de estudo de caso,
os dados foram recolhidos através de dois questionários, traduzidos para português e
adaptados para o contexto da FA pelo autor. Os resultados revelaram que, apesar das
diferenças de médias verificadas entre grupos com diferentes experiências operacionais,
a generalidade dos pilotos da FA avalia o risco de forma homogénea e ajustada, e denota
uma positiva (auto)confiança e orientação para a segurança.
1 Artigo adaptado a partir do trabalho de investigação
individual realizado no âmbito do Curso de Promoção a
Oficial Superior 2018/19 (2.ª edição), cuja defesa ocorreu em
julho de 2019, no Instituto Universitário Militar.
Artigo recebido em julho 2019 e aceite para publicação em agosto de 2019
Como citar este artigo: Diniz, P. G. R., & Fachada, C. P. A. (2019). Perceção dos Pilotos da Força Aérea para os Comportamentos de Risco
no Voo.
The aeronautics sector has witnessed a marked evolution, with a significant reduction in the number of accidents. Nevertheless, studying this topic continues to be crucial since most accidents are caused by human error, which includes pilots’ perception errors. The Air Force (PoAF), much like the rest of the aviation industry, sees flight safety as a critical issue and makes serious efforts to address it by striving to foster a safety culture and provide world class training to its pilots. To that end, this study used a sample of 103 officer pilots (53.7% of the universe) to analyse risk perception and flight safety behaviour among Air Force pilots. The study used a deductive reasoning methodology, a quantitative research strategy and a case study design. The data were gathered using two questionnaires, which the author translated into Portuguese and adapted to the Air Force context. The results revealed that, in spite of the differences in the means observed in groups with different operational experiences, Air Force pilots generally assess risk in an appropriate, homogenous manner, and have a positive (self-) confidence and safety orientation.
The aeronautics sector has witnessed a marked evolution, with a significant reduction in the number of accidents. Nevertheless, studying this topic continues to be crucial since most accidents are caused by human error, which includes pilots’ perception errors. The Air Force (PoAF), much like the rest of the aviation industry, sees flight safety as a critical issue and makes serious efforts to address it by striving to foster a safety culture and provide world class training to its pilots. To that end, this study used a sample of 103 officer pilots (53.7% of the universe) to analyse risk perception and flight safety behaviour among Air Force pilots. The study used a deductive reasoning methodology, a quantitative research strategy and a case study design. The data were gathered using two questionnaires, which the author translated into Portuguese and adapted to the Air Force context. The results revealed that, in spite of the differences in the means observed in groups with different operational experiences, Air Force pilots generally assess risk in an appropriate, homogenous manner, and have a positive (self-) confidence and safety orientation.
