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Conhecimento e adesão às recomendações das Normas de Orientação Clínica na gestão da dor cervical não específica: um survey para estudantes finalistas portugueses e franceses do curso de Fisioterapia.

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Objetivos: Avaliar o conhecimento dos estudantes finalistas do curso de Fisioterapia de duas escolas em França e duas em Portugal acerca do conteúdo das NOCs na gestão da DCNE e a sua integração no processo de tomada de decisão clínica. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, descritivo sobre o processo de tomada de decisão dos estudantes com base em cenários clínicos tipificados (vinhetas). A recolha de dados foi realizada com recurso a um questionário online desenvolvido para o efeito. Resultados: Num universo de 262 convites enviados, foram obtidas 48 respostas ao questionário (18,3%). A idade dos estudantes variou entre 21 e 37 anos e 68,8% eram do sexo feminino. O conhecimento acerca da inclusão das NOCs no plano de estudos é baixo e semelhante entre países, com apenas 52,6% dos estudantes franceses e 41,4% dos portugueses a reportá-lo e sem diferença estatística significativa. Na gestão das diferentes vinhetas, o alinhamento das modalidades selecionadas é tanto maior quanto menos grave é o caso clínico. Na vinheta 4 que retrata um Grau IV, DC especifica, apenas se observa diferença estatística na escolha de PROMS pelos estudantes franceses (p=0,049). Nos perfis das outras vinhetas (grau I,II,III), a preferência de escolha de modalidades passivas e, por vezes, não recomendadas, foi observada entre os estudantes franceses como por exemplo a utilização de TENS ou ultrassom (p<0,001) na vinheta 3, e contrasta com a seleção de estratégias multimodais, concordantes com as NOCs, pelos portugueses como a mobilização acessória cervical (p=0,001) vinheta 1, exercícios de ROM (p=0,044) vinheta 2 e a Educação (p<0,001) vinheta 3. Discussão: A taxa de participação é reduzida e o conhecimento sobre a inclusão das NOCs no plano de estudos é limitado e sem diferenças entre países, sugerindo uma integração curricular insuficiente. As escolhas clínicas variaram com a gravidade dos casos, com maior alinhamento com as NOCs na vinheta 4. Estes achados evidenciam potenciais diferenças curriculares, pedagógicas e culturais entre países e reforçam a necessidade da integração das NOCs na formação de base. Conclusão: Este estudo fornece informação relevante e original sobre as escolhas clínicas de estudantes de fisioterapia na gestão da DCNE e dessa forma potenciais áreas de melhoria na formação académica, contribuindo para o desenvolvimento do conhecimento e competências mais ajustadas às necessidades de uma PBE.
Objective: To assess the knowledge of final-year Physiotherapy students from two schools in france and two in portugal regarding the content of Clinical Practice Guidelines (CPGs) for the management of Non-Specific Neck Pain (NSNP), and their integration into clinical decision-making. Methodology: A cross-sectional, descriptive study was conducted to analyse students’ clinical decision-making using standardized clinical scenarios (Vignettes). Data were collected through an online survey, specifically developed for this study. Results: Of the 262 invitations sent, 48 responses were obtained (18,3%). Participants were aged between 21 and 37 years old, and 68,8% were female. Knowledge about the inclusion of CPGs in the curriculum was low and similar between countries, with only 52,6% of French students and 41,4% of Portuguese students reporting such inclusion, with no statistically significant differences observed. Across vignettes, alignment with recommended management increased as the severity of the case decreased. In vignette 4 (Grade IV, specific neck pain), a significant difference was found only in the selection of PROMs by French students (p=0,049). In the remaining vignettes (Grades I–III), French students selected more frequently passive and non-recommended techniques, such as TENS or ultrasound (p<0,001) in vignette 3 for instance, contrasting with Portuguese students, who more often selected multimodal strategies aligned with CPGs, including cervical mobilization (p=0,001) in vignette 1, ROM exercises (p=0,044) in vignette 2, and Education (p<0,001) in vignette 3. Discussion: The low response rate and limited knowledge regarding CPGs, with no significant differences between countries, suggest insufficient integration inclusion in the basis curriculum. Clinical choices changed with the case severity, with greater alignment to CPGs in the most severe case. These findings highlight potential curricular and cultural differences between countries and reinforce the need for stronger integration of CPGs in undergraduate curriculum. Conclusion: This study provides relevant and original insights into the clinical choices of physiotherapy students in the management of NSNP, identifying potential improvement areas in academic training, and contributing to the development of knowledge and skills aligned with Evidence-Based Practice (EBP).

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