Publicação: O impacto dos eventos diários em teletrabalho no bem-estar
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Resumo
A COVID-19 trouxe um conjunto de consequências sociais, económicas,
políticas, e organizacionais e alterou, para sempre, o dia-a-dia de um colaborador. Uma
das implicações, e decisões decretadas por muitos países mundiais, foi a implementação
do teletrabalho. A teoria dos eventos afetivos sugere que o dia-a-dia, no trabalho, é repleto
de micro-eventos que influenciam o bem-estar do indivíduo, e que esta relação depende
de fatores personalísticos, como a procrastinação. Contudo, ainda não há estudos que
analisem, de que forma o teletrabalho predispõe para a ocorrência destes micro-eventos,
nem o seu impacto no bem-estar.
Desta forma, o objetivo deste estudo foi desenvolver o conhecimento acerca da
forma como o teletrabalho influencia o bem-estar. Para tal, objetivou-se (1) analisar a
relação entre o teletrabalho e o bem-estar, através dos micro-eventos diários, e (2) testar
se a procrastinação seria um moderador da relação mediada. Para dar resposta aos
objetivos, foi utilizada uma metodologia quantitativa, por meio de um questionário online
aplicado, a indivíduos em regime de teletrabalho (N=232). Os resultados mostraram: (1)
a existência de uma relação, positiva e significativa, entre o teletrabalho e o bem-estar;
(2) e entre os micro-eventos e o bem-estar; (3) que os micro-eventos diários medeiam a
relação entre o teletrabalho e o bem-estar; e (4) que a procrastinação modera a mediação
entre o teletrabalho e o bem-estar, via micro-eventos diários, de tal forma que esta relação
se torna mais forte, para aqueles que apresentam níveis baixos de procrastinação.
O presente estudo contribuiu para o desenvolvimento do conhecimento científico
acerca do processo, através do qual o teletrabalho influencia o bem-estar dos
colaboradores. Especificamente, este estudo identificou variáveis contextuais (microeventos
diários) e individuais (procrastinação) que influenciam a relação entre o
teletrabalho e o bem-estar, em fase de pandemia.
