Publicação: Desenvolvimento e aprendizagem: efeitos do ângulo de demonstração na aprendizagem de habilidade motora seriada
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Resumo
Um fator que pode interferir no efeito da demonstração na aprendizagem é o ângulo de observação do
executante. Este aspecto foi estudado por Ishikura e Inomata (1995) e Mendes et al. (2007) e Hiromitsu e
Ishikura (2023). O objectivo deste estudo foi determinar o efeito de diferentes ângulos de demonstração
na aprendizagem de uma habilidade motora seriada.
Foram avaliadas 40 crianças, de 8±1,2 anos de idade, que visionaram e reproduziram uma habilidade
motora seriada constituída por cinco posições. As demonstrações foram realizadas em quatro ângulos
distintos representando quatro modelos: dorsal, frontal, espelho e espelho+dorsal. Na fase de aquisição,
os participantes visionaram o movimento projectado numa tela e executaram a habilidade motora até
reproduzi-la correctamente três vezes consecutivas. No teste de retenção, realizado uma semana após a
aquisição, os participantes reproduziram uma única vez a tarefa identificando-se os erros em cada
posição.
Não se verificaram diferenças significativas entre grupos na aquisição e na retenção. Na aquisição o grupo
com melhor desempenho foi o que observou o modelo espelho+dorsal, necessitando de menos
repetições para realizar a tarefa. No teste de retenção, o grupo que visualizou o modelo frontal teve a
pontuação mais elevada apresentando menos erros. Os resultados permitem concluir que a
aprendizagem foi favoravelmente influenciada pelo modelo dorsal contrariando a tendência dos
resultados do estudo de Ishikura e Inomata (1995) e Mendes et al. (2007), com adultos, em tarefas
similares.
