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Estudo da cor e de argamassas de revestimento de edifícios do Centro Histórico de Tomar

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Resumo

Os revestimentos de edifícios antigos assumem grande importância nos conjuntos urbanos históricos. Eles revelam os gostos e técnicas usadas no passado, sendo determinantes para o estado de conservação e estética dos edifícios. Simultaneamente, as cores e texturas dos materiais empregues na sua execução, reflectiam as características regionais, resultando numa identidade própria de cada local. A caracterização dos materiais e tecnologias empregues nos revestimentos, é desta forma essencial para se obter um registo dos métodos usados nos edifícios antigos, mas também um contributo determinante para as metodologia a serem empregues em intervenções de Conservação e Restauro futuras. Para a realização deste estudo, foram seleccionados dezassete edifícios enquadrados no Centro Histórico de Tomar. A leitura das diferentes camadas de cor dos paramentos dos edifícios, foi executada por espectrofotometria de luz visível e a fotografia digital. Relativamente à caracterização das argamassas de reboco, foi obtida através de dissolução ácida das amostras, análise granulométrica, Difracção de raios X (XRD) e Espectrometria de Fluorescência de raios X. Concluiu-se que as cores mais comuns nos paramentos dos edifícios seleccionados eram o branco, amarelo, vermelho, rosa, azul e cinzento. Quanto às argamassas de reboco, determinou-se que a proporção de ligante/agregado era bastante semelhante (1:2 ou 1:3), com algumas excepções em que a quantidade de agregados era superior. Em todas as amostras, concluiu-se que o ligante usado era de natureza aérea, visto não terem sido detectados compostos de natureza hidráulica. A natureza dos agregados é maioritariamente siliciosa, salientando a presença de Óxidos de Ferro, responsáveis pela coloração avermelhada das argamassas.

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