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Terapêutica antibiótica empírica em infeções adquiridas na comunidade

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Em 1928, deu-se o início de uma revolução no universo farmacêutico com a descoberta da penicilina por Alexander Fleming. Este acontecimento abriu portas para a criação e desenvolvimento de muitos outros antibióticos, o que permitiu o tratamento de infeções até então associadas a elevadas taxas de morbilidade e mortalidade. Contudo, o que se julgava ser a solução para muitos problemas acabou por condicionar uma situação que, nos dias de hoje, exige a máxima atenção por parte de todos os profissionais de saúde e entidades reguladoras: o surgimento de microrganismos resistentes à terapêutica antibiótica. Assim, tornou-se essencial uma adaptação das guidelines existentes, de forma a estarem ajustadas à realidade clínica que se encontra em constante mutação. Estas deverão apresentar princípios que visem a prevenção do surgimento de resistência, como sejam a prescrição de antibióticos de espectro estreito associada a uma duração de tratamento adequada. Esta monografia pretende abordar as infeções adquiridas na comunidade mais relevantes e os regimes terapêuticos associados; os microrganismos resistentes mais comuns e as diferentes taxas de resistência na Europa e no resto do mundo; as taxas de consumo das diferentes classes de antibióticos em ambulatório; o impacto das resistências antibacterianas em saúde pública e na economia e, por último, as estratégias de combate às resistências na comunidade.

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Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz

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