Publicação: Oceanos e mares
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Resumo
Portugal é um país intimamente ligado ao mar. Mas, após 1975, depois da
independência das ex-colónias e com a perspectiva de integração na Europa,
Portugal, voltou as costas ao mar. Diminuiu a nossa marinha mercante, diminuiu a
frota de pesca, os portos apenas conquistam parcialmente o tráfego nacional, somos
abastecidos através dos portos espanhóis. A aposta na integração europeia
significou o aumento exponencial do tráfego rodoviário em detrimento de outros
meios de transporte, incluindo o marítimo. Derivado deste aumento, não só em
Portugal, mas em toda a Europa, a Comissão Europeia apostou no mar e no
transporte marítimo. Mas para se conquistar carga que justifique o transporte
marítimo é necessário ter portos eficientes e com uma logística moderna.
Portugal pode servir de ponte entre a Europa, África e as Américas e projectar
o seu nome. Mas, para o conseguir necessita de uma política integrada de
transporte que favoreça a intermodalidade, uma logística moderna e, dado que os
recursos não são infinitos, deverá investir naqueles portos que mais rapidamente
tenham condições para se tornarem competitivos e com dimensão internacional e,
assim, possam competir com os portos europeus e essencialmente com os
espanhóis.
Sines, porto com características extraordinárias, poderá ser a solução e a
chave, para inverter a actual situação, dentro de um sistema de complementaridade
portuária e, colocar Portugal como uma grande nação oceânica da Europa.
