Publicação: Intervenções de enfermagem baseadas na promoção das forças pessoais de crianças com perturbação do comportamento
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Resumo
Este relatório consiste na descrição da implementação de um projeto de
intervenção em crianças com perturbação do comportamento, desenvolvido no
âmbito da enfermagem de saúde mental e psiquiátrica, com vista à aquisição e
desenvolvimento das competências de especialista em enfermagem de saúde
mental e psiquiátrica.
O projeto teve como finalidade, a promoção das forças pessoais de crianças,
com perturbação do comportamento, através de intervenções individuais de
enfermagem e de grupo, com vista a melhorar e recuperar a sua saúde mental.
Os objetivos gerais foram desenvolver e compreender os impatos das
intervenções socioterapêuticas nos grupos de crianças, de forma a melhorar a
saúde mental destas e também promover o desenvolvimento pessoal e
profissional enquanto enfermeira. Para se atingir os objetivos propostos
integrou-se uma unidade de internamento e um hospital de dia, na àrea da
pedopsiquiatria. Neste último local integrei a unidade como coterapeuta em um
grupo terapêutico. A compreensão de como as crianças podem melhorar a sua
saúde mental foi baseada no modelo de enfermagem do “Cuidar em
Enfermagem Baseado nas Forças” de Gottlieb, as intervenções no modelo
sociodramático de Moreno e a evolução do grupo teve em conta o modelo
interacional de Yalom. Os grupos terapêuticos propiciaram às crianças o
reconhecimento de algumas forças pessoais tais como: o sentimento de sermos
aceites como somos, e de sermos capazes de novos papéis, o conseguir agradar
ao outro, revelarmo-nos sem os outros nos julgarem, capacidade de se
autonomizarmos da família, capacidade de criar novas relações interpessoais, a
coragem de se externalizar conflitos internos, a criatividade, a assertividade para
resolver conflitos e o reviver memórias de bem estar. A consolidação das
competências de enfermeiro especialista de saúde mental e psiquiátrica ocorreu
pela busca de conhecimento cientifico que pudesse ser aplicado e na interação
com as crianças suportada pela supervisão clinica dos orientadores.
