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Técnicas de edição de genoma como abordagem promissora para a terapia genética

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As técnicas de edição de genoma consistem na inserção de um ou mais genes manipulados laboratorialmente no interior do genoma celular de um doente, de modo a alcançar a cura de uma doença genética. A sua importância está na capacidade de gerar DSBs e, consequentemente ativar a reparação do DNA lesado com a ajuda de sistemas NHEJ ou HDR. O surgimento da primeira técnica – Zinc-finger nucleases (ZFN) – baseada em fusões de domínios capazes de clivar o DNA das endonucleases de restrição FokI com proteínas ZF, mostrou ao mundo o verdadeiro potencial das técnicas de edição de genoma. Com o passar dos anos foram desenvolvidas mais duas técnicas – TALENs e CRISPR/Cas9 – com o intuito de corrigir e melhorar as desvantagens observadas com o sistema ZFN. TALENs consistem na fusão dos domínios de clivagem FokI e domínios de ligação ao DNA derivados de proteínas TALE. Tal como ZFN, este sistema é capaz de induzir DSBs direcionadas para o DNA que ativam vias de resposta a este dano, permitindo alterações personalizadas do genoma. Por sua vez, o sistema CRISPR/Cas9 derivado do sistema imunitário das bactérias, conta com um crRNA e um tracrRNA específico capazes de invadir DNA invasor. Existem três tipos de CRISPR: I, II e III, sendo o tipo II o mais usado. O aparecimento destas técnicas veio melhorar em muito o tratamento de doenças genéticas e virais tais como o HIV, HBV, HPV, fibrose cística, entre outras. Muitos são os problemas que necessitam de ser resolvidos até se conseguir criar a técnica de edição de genoma ideal para ser aplicada no ser humano.

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Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz

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