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Intervenção telefónica estruturada ao doente idoso com insuficiência cardíaca, após alta hospitalar

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A insuficiência cardíaca (IC) é uma patologia crescente na sociedade atual, responsável por elevados encargos em saúde, pelos internamentos recorrentes que culminam num declínio funcional progressivo, onde se constatou a existência de uma taxa elevada de reinternamentos, nos doentes acompanhados em regime de hospital de dia de insuficientes cardíacos (HDIC) e visita domiciliária (VD). Este trabalho teve como objectivo o desenvolvimento de competências como enfermeira especialista, nos cuidados aos doentes idosos nomeadamente, na capacitação da pessoa idosa com IC e família, através de uma intervenção em parceria que promova o cuidado de SI, tendo como estratégia a implementação da intervenção telefónica estruturada (ITE) em contexto de HDIC. A metodologia utilizada foi a de projeto, cujo percurso visa a resolução de problemas. Para o diagnóstico, monitorização e avaliação foram utilizados: registo de observação, ITE, análise documental e entrevistas semiestruturadas. A análise dos dados foi efetuada pela análise de conteúdo e estatística descritiva, tendo decorrido entre Outubro de 2011 e Fevereiro de 2012. Os participantes foram, dez doentes idosos acompanhados em HDIC e VD, com internamento por descompensação da sua IC, tendo apenas finalizado o percurso oito doentes. Após implementação da abordagem telefónica assente no modelo de parceria de Gomes (2009), os resultados mostram que os enfermeiros passaram a incluir os doentes nos seus cuidados, capacitando-os para tomar decisões. Estes demonstraram reconhecer mais precocemente os sinais de descompensação e possuir conhecimentos para atuar face aos mesmos, procurando apoio na equipa profissional de saúde. Na fase de diagnóstico de 75 reinternamentos,25% ocorreram no primeiro mês e até ao terceiro mês contabilizam-se 37%. Após a intervenção decresceu para 10% no primeiro mês e 20% até ao terceiro mês após a alta hospitalar. Conclui-se que a intervenção telefónica, com base em estratégias específicas e no modelo de parceria pode contribuir para reduzir o número de reinternamentos ao possibilitar o estabelecimento de compromissos que promovem a capacitação do doente e fomentam neste o assegurar o cuidado de si, na gestão da doença crónica.

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Mestrado, Enfermagem Médico-Cirurgica - Pessoa Idosa, 2012, Escola Superior de Enfermagem de Lisboa

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