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Deteção de esforço reduzido com os subtestes de Memória de Dígitos e vocabulário (WAIS-III) numa amostra com traumatismo cranio-encefálico examinada em contexto médico-legal

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A utilidade dos indicadores de esforço reduzido provenientes de testes psicológicos comummente utilizados, como é por exemplo o caso dos instrumentos de exame da inteligência, tem sido reconhecida no âmbito da avaliação neuropsicológica forense. Neste contexto, e com o objectivo de analisar a relevância dos subtestes Memória de Dígitos e Vocabulário da WAIS¬III, foi realizado um estudo comparativo dos desempenhos de um grupo de 40 litigantes com Traumatismo Crânio Encefálico examinados em contexto médico-legal (grupo experimental) e um grupo de 30 sujeitos da população geral (grupo controlo), equiparados quanto às variáveis sócio-demográficas. Os resultados obtidos sugerem a necessidade de alguma prudência na utilização agregada dos indicadores de esforço reduzido derivados dos subtestes da WAIS-III, estando a sua validade e utilidade dependentes do recurso adicional a provas específicas de enviesamento de resposta negativa (Test of Memory Malingering, Rey 15-Item Test e escalas LI, AM e NI do Structured Inventory of Malingered Symptomatology). Em sujeitos com TCE, é indicada a potencial utilidade de um ponto de corte inferior a 7 na "Pontuação total bruta da Memória de Dígitos" como referência associada à presença de eventuais comportamentos de "esforço reduzido".

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Psiquiatria Psicologia e Justiça 2010; 3: 177-194.

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