Publicação: O feedback oral: um instrumento de diferenciação?
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Universidade de Lisboa, Instituto de Educação
Resumo
Este trabalho teve como principal objetivo conhecer, de forma aprofundada, as características e o papel do
feedback oral fornecidos durante da exploração de tarefas matemáticas em grande grupo, no quadro em
termos da aprendizagem dos alunos. Os feedback definem-se como sendo o tipo de informação dispensada
aos diferentes alunos de modo a permitir-lhes confrontarem-se com as suas dificuldades, pensarem sobre
elas para as conseguirem superar, diminuindo assim a distância entre aquilo que sabem e aquilo que era
suposto saberem. Todavia para que isto aconteça é necessário que o professor tenha esta intencionalidade
e que seja capaz de colocar ou fornecer as informações adequadas. Como vários autores referem, não é a
quantidade de feedbacks mas a sua qualidade que pode contribuir para a consecução dessas aprendizagens.
Este estudo teve como ponto de partida perceber quais as características do feedback oral em tarefas
matemáticas dirigidas a toda a turma de modo a responder à seguinte questão: é possível transformar uma
correção no quadro num momento de aprendizagem diferenciada?
É uma investigação que se insere numa perspetiva qualitativa sobre a prática, tendo como método de estudo
o estudo de caso. As dimensões de análise foram a dinâmica (para quem se dirige a interação); o foco (sobre
que assunto; significado (com que intenção) Da análise dos dados foi possível concluir que existiram algumas
tendências em cada dimensão: na dinâmica, a interação professor/turma foi a mais frequente, indicando que
os feedbacks foram dirigidos essencialmente a toda a turma; no foco, a tendência incidiu sobre a
concetualização e o processos; e no significado foram as subcategoria questionar para obter um resultado e
para orientar os alunos, que se evidenciaram como as mais utilizadas. De um modo geral ainda foi possível
reconhecer algumas das vantagens patentes na prática de feedbacks orais, das quais destaco a eficácia
desta metodologia enquanto: i) instrumento promotor de aprendizagem em matemática; e ainda ii) como
instrumento propício à prática de diferenciação pedagógica.
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Palavras-chave
Citação
Bastos, M. & Pinto, J. (2017). O feedback oral: um instrumento de diferenciação? In J. Pinhal, F. A. Costa & A. R. Faria (Orgs.). As pedagogias na sociedade contemporânea: desafios às escolas e aos educadores: atas do XXIII Colóquio da AFIRSE Portugal (pp. 103-113). Lisboa: Instituto de Educação da Universidade.
