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Capacitação da grávida para a tomada de decisão no parto normal :

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Com a institucionalização do parto, a mulher viu o seu protagonismo ser transferido para os profissionais de saúde. No entanto, atualmente têm surgido, por parte de diversas organizações nacionais e internacionais, recomendações com vista a devolver à mulher a capacidade de tomar decisões relativas ao seu parto. Deste modo, o Enfermeiro Obstetra (EO), é considerado o profissional que se encontra numa posição privilegiada para poder, através da sua prática, capacitar a mulher para a tomada de decisão no trabalho de parto normal. Assim, com o intuito de responder à questão, “Quais são as intervenções do Enfermeiro Obstetra na promoção da capacitação da grávida para a tomada de decisão no parto normal?”, foi realizada uma Scoping Review, para mapear a evidência existente sobre este tema. Os resultados encontrados referem a partilha de informação entre enfermeiro e grávida como fator essencial para a promoção da autonomia da grávida na tomada de decisão no seu trabalho de parto. Referem ainda a importância dos Cursos de Preparação para o Parto e Parentalidade (CPPP) e do plano de parto, como ferramentas facilitadoras desta partilha de informação. A evidência científica encontrada foi utilizada como base para o planeamento e implementação de intervenções promotoras da capacitação da grávida para a tomada de decisão nos diversos contextos do estágio com relatório, sendo que o referencial teórico utilizado na prestação de cuidados e posterior reflexão para elaboração deste relatório de estágio, foi a Teoria das Necessidades Humanas Fundamentais de Virgínia Henderson. As grávidas às quais foram prestados cuidados durante o trabalho de parto, possuíam pouca informação obtida durante os cuidados pré-natais, quer pela não participação em CPPP devido a pandemia por SARS-CoV-2, quer por obtenção incompleta de informação apenas no final da gravidez, dificultando a implementação de intervenções promotoras da tomada de decisão no trabalho de parto.

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