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Competências do recém-nascido na primeira hora de vida e a sua relação com a amamentação

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No âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica, foi proposto a elaboração de um relatório de estágio, tendo subjacente o regulamento do 2º ciclo de estudos da Escola Superior de Enfermagem do Porto, que contempla as Competências de Cuidados Especializados definidas pela Ordem dos Enfermeiros, com a finalidade da obtenção do grau de mestre. O relatório de estágio tem como principal objetivo descrever as atividades e intervenções desenvolvidas inerentes ao processo de aquisição e desenvolvimento de competências do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica ao longo dos ensinos clínicos realizados no Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN), no Porto e Hospital Pedro Hispano, Matosinhos. Deste modo, privilegia uma síntese critico-reflexiva nas áreas de cuidados na gravidez com complicações, trabalho de parto, parto e pós-parto. Assim, são apresentados e fundamentados, nos diferentes ensinos clínicos, os saberes utilizados, bem como a atividade diagnóstica e respetivas intervenções que consideramos mais adequadas, prestadas à mulher/família, tendo por base a evidência científica mais atual. Por fim, expomos uma análise global e reflexiva de uma revisão integrativa da literatura acerca das competências do recém-nascido, como os reflexos primitivos e os seus cinco sentidos: tato, audição, paladar, visão e olfato; na primeira hora de vida, durante o contacto pele a pele e a sua relação com a amamentação. Apresentamos quatro estudos, atuais e pertinentes, acerca das diferentes competências instintivas do RN na primeira hora de vida e a sua relação com a amamentação, que estão maioritariamente, de acordo com os nove estadios estudados por Widstrom que nos demonstra que o RN desde o primeiro minuto de vida apresenta capacidades cognitivas para se reorganizar de forma a estabelecer ligação entre o movimento do seu corpo com os seus sentidos (visão, olfato, paladar, tato e audição) e, assim, estimular a sua aptidão de autorregulação, acarretando benefícios ao nível do desenvolvimento, emocional e de vinculação. Através dessa revisão da literatura conseguimos compreender que todos esses estadios são um processo completo constituído por diferentes fases com diferentes durabilidades, em que nenhuma delas é indispensável, tendo todas que ser respeitadas para que tudo possa ocorrer de forma harmoniosa. Assim, no final conseguimos alcançar um melhor estabelecimento e mais precoce da amamentação e uma maior ligação mãe-filho. Assim, importa proporcionar a oportunidade aos recém-nascidos para realizarem contacto pele a pele nas primeiras horas de vida, com tempo, sem pressas, interrupções ou ajustes, deixando a natureza atuar, por forma a ativar as competências inatas, ficando as rotinas de enfermagem/médicas para segundo plano. Todavia, é necessária a realização de mais estudos, atualizados e abrangentes, relativamente às medidas de segurança durante contacto pele a pele, para que desta forma este possa ser inserido nas rotinas de todas os serviços de obstetrícia de forma segura por parte dos profissionais de saúde.

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