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Quiosque de saúde: Que fatores influenciam a decisão sobre como e quando utilizar?

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Educar pessoas através do uso de tecnologias de informação tem sido reconhecida como uma medida eficaz para desenvolver o seu conhecimento e aptidões, o que aumenta a promoção de um comportamento saudável. Os quiosques de saúde surgem como um instrumento para a promoção da saúde, a prevenção e a vigilância de doenças crónicas não transmissíveis. As possibilidades de desenvolvimento do conceito são enormes, salientando que a disponibilização destes equipamentos pode ocorrer em ambientes de unidades de saúde ou espaços públicos. A estrutura de ―Quiosque de Saúde‖ que foi utilizada neste estudo resulta do protótipo desenvolvido pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP/UP) iniciado no âmbito do projeto FutureHealth. Este quiosque surge como um projeto inovador, que permite a auto monitorização de alguns dados antropométricos (peso) e sinais vitais (pulso, oximetria e tensão arterial) num âmbito de rotina ou previamente a uma consulta de enfermagem/médica. O estudo teve como finalidade contribuir para o desenvolvimento de um modelo de ―Quiosque de Saúde‖, como contexto estratégico de empoderamento do cidadão e ferramenta para o diagnóstico precoce e acompanhamento de pessoas com doença crónica. Este modelo será centrado em fatores identificados como influenciadores para a decisão de utilizar ou não o quiosque. Na saúde, os sistemas de informação armazenam informação muito sensível. Se pretendermos descobrir as razões que levam um utilizador de um quiosque a decidir como e quando o usar, teremos de proceder à avaliação de determinados aspectos associados à segurança e credibilidade do sistema. O estudo foi exploratório, descritivo e correlacional, de carácter transversal, com uma abordagem mista (quantitativa e qualitativa). A população alvo foi constituída por todos os cidadãos utilizadores da unidade de saúde, tendo sido convidados aproximadamente 400 cidadão. A adesão foi cerca de 25%. A amostra foi composta por 92 cidadãos que aceitaram participar no estudo, tendo 34 recusado (justificando essa recusa), e 58 experimentado o quiosque, dos quais 70,7% são do sexo feminino. Os utilizadores consideraram a utilidade percebida do quiosque 94,1% muito útil (35,3%) e útil (58,8%). Quanto à análise da facilidade percebida, 85,7% classificaram como muito fácil (33,3%) ou fácil (52,4%) Os utentes que experimentaram o quiosque consideraram-no útil, fácil de utilizar, credível e seguro. Os participantes que indicaram maior facilidade percebida, apresentam maior utilidade percebida do uso do quiosque, e uma maior credibilidade percebida, o que indica que as pessoas confiaram nos dados produzidos pelo sistema, e no sistema que protege esses mesmos dados, por o considerarem seguro.

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