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As experiências de viagem das pessoas com incapacidade : estratégias de negociação e dinâmicas de envolvimento

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A participação das pessoas com incapacidade nas atividades turísticas continua a ser moldada por um conjunto significativo de barreiras, de vária ordem, que inibem e podem diminuir o grau de satisfação obtido com as experiências turísticas. Neste contexto, uma pessoa com incapacidade que continue a viajar, apesar dos inibidores com que se depara para concretizar esta atividade, não se acomoda a esta situação, desenvolvendo esforços no sentido de mudar uma situação, encontrar um compromisso ou resolver um problema. Na literatura do lazer, este fenómeno designa-se por negociação de inibidores, assumindo que estes não são intransponíveis, ou seja, as pessoas adotam estratégias inovadoras para atenuar, ou superar, os seus efeitos, quer modificando os hábitos de lazer, quer alterando outros aspetos das suas vidas (Jackson, 2000). As estratégias de negociação, usadas pelas pessoas com incapacidade no contexto da atividade turística, constituem um tópico de investigação ainda pouco explorado, sendo escassa a informação sobre a forma como se inter-relacionam os inibidores à participação ou como se superam diferentes inibidores com estratégias de negociação adaptativas (Devile, 2014). Pretende-se com esta comunicação analisar as estratégias de negociação utilizadas pelas pessoas com incapacidade física e visual nas suas atividades turísticas alertando para a necessidade de desenvolver novas atitudes que estimulem e apoiem a pessoa com incapacidade na realização das suas práticas turísticas, identificadas como muitos benéficas para o seu desenvolvimento pessoal, inclusão social e bem-estar.

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