Publicação: Indicadores para a caracterização de níveis de segurança rodoviária em redes urbanas : análise de trechos fora das interseções
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Resumo
Anualmente 20 a 50 milhões de pessoas sofrem ferimentos em acidentes rodoviários,
morrendo 1,24 milhões de pessoas nas estradas de todo o Mundo. A aplicação de medidas
para diminuir estes números tornou-se urgente.
Na União Europeia foi proposto o objetivo de reduzir 50% da sinistralidade de 2001 até 2010.
Em Portugal apontou-se como objetivo a redução de 31,9% de vítimas mortais de 2006 a
2015. Os resultados revelaram que os valores da sinistralidade não ultrapassaram uma redução
de 43% na Europa, mas em Portugal estima-se que em 2013 já se tenha alcançado o objetivo
previsto para 2015.
Em meio urbano, os dados da União Europeia indicam uma redução das vítimas mortais,
contudo verifica-se que Portugal se posiciona entre os países com piores valores. Existe,
portanto, uma clara necessidade de estabelecer ferramentas que permitam a atuação das
entidades gestoras, no sentido de reduzir a sinistralidade ao nível da rede rodoviária urbana.
Saber onde ocorreram os acidentes é o início da solução para minimizar feridos e vítimas
mortais nas vias urbanas. A aplicação de métodos que permitam a criação de indicadores de
sinistralidade associados a um Sistema de Informação Geográfica, permite o conhecimento
das vias rodoviárias com necessidades mais urgentes de intervenção de forma gráfica e fácil
de interpretar, mesmo por não especialistas.
No âmbito deste trabalho, associou-se a base de dados de acidentes a um Sistema de
Informação Geográfica para efetuar o processo de georreferenciação e, assim, ser possível
conhecer a localização dos trechos da rede urbana mais problemáticos.
O conhecimento do tráfego e do perfil transversal das vias urbanas permitiu a definição de
uma hierarquização viária. Além disso, utilizou-se esta informação para, de uma forma
simplificada, extrapolar os valores de tráfego recolhidos em postos de contagem para as
restantes vias onde não existia essa informação.
A base de dados de acidentes georreferenciados e o tráfego considerado nas vias permitiram a
aplicação do método que se propõe para a análise da sinistralidade, tendo-se utilizado para
isso o indicador VHL – valor hierárquico do local.
Por fim, foram analisados os trechos fora de interseções que obtiveram piores níveis de
segurança, utilizando o indicador de sinistralidade. A metodologia de análise permitiu avaliar
os trechos com acidentes, quer considerando os dados de sinistralidade de forma agregada no
triénio de análise, quer utilizando-os separadamente para cada um dos anos. Chegou-se assim
a uma análise dos acidentes ocorridos em cada trecho, de modo a servir de base para estudos
futuros que deverão ser realizados para mitigar os acidentes rodoviários.
