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A dor numa UCINP: Conceções e práticas dos enfermeiros na gestão da dor em crianças no primeiro ano de vida

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As UCINP permitem hoje sobrevidas a crianças com situações clínicas vulneráveis. Porém, são locais onde o fenómeno dor existe quer decorrente das situações patológicas, quer pelas intervenções dos profissionais de saúde. O presente estudo debruça-se sobre a dor do recém-nascido e lactente neste contexto. Desenvolveu-se um estudo quantitativo, exploratório descritivo. Recorreu-se a uma amostra de conveniência constituída por 51 enfermeiros a exercer funções em UCINP em Genève. A recolha de dados processou-se através de um questionário. Trata-se de uma amostra maioritariamente feminina. Os resultados revelam que a quase totalidade reconhece que quer o recém-nascido quer o lactente têm capacidade para sentir dor. Porém 47% reportam contraindicações da analgesia pela imprevisibilidade dos efeitos colaterais. A avaliação da dor é feita mediante o recurso a parâmetros comportamentais, sendo que 72,5% utiliza sempre escalas para essa avaliação. Por sua vez, 86,3% dos inquiridos referem que a primeira intervenção para o controlo da dor assenta em medidas não farmacológicas. Destas a mais utilizada é a sucção não nutritiva. Apesar do conhecimento evidenciado, pode concluir-se que o fenómeno dor é uma entidade complexa com inerentes especificidades quando se cuida de recém-nascidos e lactentes internados em UCINP. Os dados apontam para a necessidade de investir na formação dos profissionais de enfermagem na área da gestão da dor, no sentido de melhorar a qualidade de cuidados e minimizar o impacto negativo da dor nestas crianças.

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