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A casa lúdica

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A acção de ‘habitar’ é a construção do espaço simbólico. A habitação prepondera a existência do homem. O ser humano, tanto no plano concreto como no simbólico, necessita do abrigo da casa. O seu maior bem é ter um abrigo no qual possa sonhar, refazer as suas forças. É nele que o homem cria os seus lugares mais íntimos e onde tem a segurança de estar abrigado, protegido. A casa é o lugar do espaço em que o sujeito se referencia. Nessa perspectiva, a habitação não pode ser resumida apenas a uma questão relativa às políticas públicas e sociais. A casa diz respeito à condição humana. O homem precisa do recolhimento e da intimidade da casa, mas, por outro lado, precisa também da relação com o outro. Assim, a casa e o seu entorno podem ser espaços de trocas afectivas, permitindo uma interacção satisfatória em termos de sociabilidade, em que é possível desenvolver e cultivar os valores éticos. O diálogo contínuo, resultante da interacção entre os diferentes horizontes subjectivos, abertos por experiências concretamente vividas, proporciona o espaço, a habitação. O que organiza o espaço, visando uma viabilidade do convívio, é busca da construção de um espaço especificamente humano.

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